segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mulheres!

Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas.

São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós. Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista? E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você? E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?

E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça....." Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado.O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil... As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a vivê- la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral. Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"... Tudo isso é meio mágico.Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).

As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens.É choro feminino. É choro de mulher...

Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens. En-fei-ti-çam!

E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem Exatas... Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa área. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que essa? Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam.

Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora...


Luis Fernando Verissimo

terça-feira, 15 de março de 2011

‎"Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo
encontrar uma razão pra tudo.
Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais.
Por outro lado, crescemos.
Evoluímos.
Amadurecemos.
Nada é estático em nossas vidas.
Nada é à toa.
Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva."


- Martha Medeiros.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

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Ah, cansei! Cansei de esperar e não chegar; de dar e não receber; de amar e desamar; de curtir e acabar; de ir e não voltar; de querer e não ter; de errar e não saber; de chorar e não aliviar; de sorrir pra não cair; de ver mais do que queria; de ajudar quem não merecia; de seguir e não ter fim; de sentir falta e não sê-la; de sonhar e acordar; de ser boa para todos; e de viver e não saber.
Quero um tempo.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“ Pedi a ele uma DEFINIÇÃO. Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano REAL: que história é essa? No que depende de mim, estou disposto & aberto. Perguntei a ele como se sentia. Que me dissesse. Que eu tomaria o silêncio como um não e ficaria também em silêncio. Acho que fiz bem.”

Caio F. Abreu
“Mas não vou ceder. Foi a ultima paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda- se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida...”
Caio F. Abreu
"Doía. Continua doendo. Ainda não acabou. Passa, passará."

Caio F. Abreu

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Voar faz bem.
E se o mesmo céu ilumina a todos, um dia as asas poderão descansar na mesma nuvem.
Mas não agora.

Agora é hora de voar!"

(Jaya)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um dia, uma amiga me falou que eu era forte, pois era capaz de perdoar o imperdoável. Concordei.
Eu, realmente, era forte, muito forte, forte de verdade.
Mas agora terei que ser fraca, muito fraca, fraca de verdade. A vida tá pedindo assim.
Tentarei.
E eu, que sempre fui boa demais, terei que aprender a ser pior ainda. 
Como? Não faço a mínima ideia. Mas da mesma maneira que a gente aprende a amar, aprende a não sentir. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para um destruidor de sonhos qualquer.

De poucas certezas que tive na vida, você foi uma delas. Te ver, e sentir que eu estava diante da pessoa com a qual eu gostaria de passar o resto dos dias ao lado era um sentimento que me fazia feliz como poucas vezes eu tinha experimentado. E o mais engraçado é ter essa certeza mesmo diante de tantas incertezas. E a mais certa das incertezas era "Você" pra "Mim", já que "Eu" pra "Você", já existia. Tive tanta certeza que a sua incerteza pouco me importou, enfrentei meus medos e fui, fui em busca de "Nós". Estive disposta a tudo para ficarmos juntos, crendo que apenas o meu esforço seria suficiente. Bobagem a minha. Ainda não tinha ouvido aquela velha frase: "Quando um não quer, dois não fazem". E você não queria. Ou até queria, mas, menos. Bem menos. E eu não consegui enxergar isso a tempo, pois já te gostava, e esse sentimento, quando grande, nos deixa cegos e surdos, agora eu sei. Porém, continuei. E, mais uma vez, foi em vão. Você continuou não querendo chegar no "Nós". E eu fraquejei, fingi não nos querer mais, endureci como uma pluma, e tentei como fuga outros caras e caretas. Sem sentido. Continuava te gostando, com os olhos molhados. Mas, como menina teimosa, mesmo depois de todos os tropeços e tapas na cara que você e a realidade me deram, estava eu, nem lá nem cá, no mesmo lugar, te esperando. Doce ilusão. Poderia até te ter, por algumas horas, mas depois teria que dividi-lo com as outras, os outros, a sua vida, a sua escolha. E isso não estava nos meus planos. Talvez estivesse mais do que na hora da minha escolha ser feita. Mas agora, nessa escolha, eu teria que ser posta em primeiro plano, o "Nós" seria uma consequência, a qual se chegaria, ou não. E a hora dessa escolha está perto de ser feita. Não serei hipócrita em dizer que a minha certeza foi inteira por tristeza abaixo, não. Como boa mulher que sou, guardo, a 7 chaves, bem escondido, aquele fio, quase partido ao meio, de, não sei se esperança, certeza, ou se ilusão, mas algo que ainda me faz "Nos" ver. Pode parecer tolice, mas é isso que sinto. O meu gostar não diminuiu, e não fico triste por isso, ele só não aprendeu a ser mais ameno comigo. Posso ter agido errado algumas vezes, mas sei que foi o medo de perder que me levou a isso. Espero ter aprendido a reconhecer um "Não" de todas as formas que ele possa surgir. E também preciso aprender a dizer esse mesmo "Não" sem enfeites, e obrigada, pois você me mostrou o caminho para isso. Aprendi muito nesse tempo, e tentei ensinar, mas não creio que obtive muito sucesso. O tempo foi curto. Mas o tempo não acabou, temos muito tempo. Os dias estão aí para pensar, ver, rever, fazer e seguir. Faça-mos. E se o tempo for capaz de ver além, nos trará de volta, de mãos dadas, que nunca deveriam ter sido desfeitas. 
Essas palavras bobas surgiram como uma maneira de colocar pra fora o que, hoje, não me dá sossego. Desculpe se isso não faz o menor sentido pra você, ou se tanto faz, mas fiz, e faria novamente. Nunca me importei em ser completamente compreendida por outros, talvez essa tenha sido a primeira vez. Porém, o pouco que te faça sentido nessas linhas e entrelinhas, me contenta. Então, faça um esforço.
Esse texto ainda não acabou, ainda vamos nos ver e encerrá-lo. Escrever a moral da história.
É isso. Boa noite e bons sonhos.
beijos