De poucas certezas que tive na vida, você foi uma delas. Te ver, e sentir que eu estava diante da pessoa com a qual eu gostaria de passar o resto dos dias ao lado era um sentimento que me fazia feliz como poucas vezes eu tinha experimentado. E o mais engraçado é ter essa certeza mesmo diante de tantas incertezas. E a mais certa das incertezas era "Você" pra "Mim", já que "Eu" pra "Você", já existia. Tive tanta certeza que a sua incerteza pouco me importou, enfrentei meus medos e fui, fui em busca de "Nós". Estive disposta a tudo para ficarmos juntos, crendo que apenas o meu esforço seria suficiente. Bobagem a minha. Ainda não tinha ouvido aquela velha frase: "Quando um não quer, dois não fazem". E você não queria. Ou até queria, mas, menos. Bem menos. E eu não consegui enxergar isso a tempo, pois já te gostava, e esse sentimento, quando grande, nos deixa cegos e surdos, agora eu sei. Porém, continuei. E, mais uma vez, foi em vão. Você continuou não querendo chegar no "Nós". E eu fraquejei, fingi não nos querer mais, endureci como uma pluma, e tentei como fuga outros caras e caretas. Sem sentido. Continuava te gostando, com os olhos molhados. Mas, como menina teimosa, mesmo depois de todos os tropeços e tapas na cara que você e a realidade me deram, estava eu, nem lá nem cá, no mesmo lugar, te esperando. Doce ilusão. Poderia até te ter, por algumas horas, mas depois teria que dividi-lo com as outras, os outros, a sua vida, a sua escolha. E isso não estava nos meus planos. Talvez estivesse mais do que na hora da minha escolha ser feita. Mas agora, nessa escolha, eu teria que ser posta em primeiro plano, o "Nós" seria uma consequência, a qual se chegaria, ou não. E a hora dessa escolha está perto de ser feita. Não serei hipócrita em dizer que a minha certeza foi inteira por tristeza abaixo, não. Como boa mulher que sou, guardo, a 7 chaves, bem escondido, aquele fio, quase partido ao meio, de, não sei se esperança, certeza, ou se ilusão, mas algo que ainda me faz "Nos" ver. Pode parecer tolice, mas é isso que sinto. O meu gostar não diminuiu, e não fico triste por isso, ele só não aprendeu a ser mais ameno comigo. Posso ter agido errado algumas vezes, mas sei que foi o medo de perder que me levou a isso. Espero ter aprendido a reconhecer um "Não" de todas as formas que ele possa surgir. E também preciso aprender a dizer esse mesmo "Não" sem enfeites, e obrigada, pois você me mostrou o caminho para isso. Aprendi muito nesse tempo, e tentei ensinar, mas não creio que obtive muito sucesso. O tempo foi curto. Mas o tempo não acabou, temos muito tempo. Os dias estão aí para pensar, ver, rever, fazer e seguir. Faça-mos. E se o tempo for capaz de ver além, nos trará de volta, de mãos dadas, que nunca deveriam ter sido desfeitas.
Essas palavras bobas surgiram como uma maneira de colocar pra fora o que, hoje, não me dá sossego. Desculpe se isso não faz o menor sentido pra você, ou se tanto faz, mas fiz, e faria novamente. Nunca me importei em ser completamente compreendida por outros, talvez essa tenha sido a primeira vez. Porém, o pouco que te faça sentido nessas linhas e entrelinhas, me contenta. Então, faça um esforço.
Esse texto ainda não acabou, ainda vamos nos ver e encerrá-lo. Escrever a moral da história.
É isso. Boa noite e bons sonhos.
beijos
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