segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

“ Pedi a ele uma DEFINIÇÃO. Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano REAL: que história é essa? No que depende de mim, estou disposto & aberto. Perguntei a ele como se sentia. Que me dissesse. Que eu tomaria o silêncio como um não e ficaria também em silêncio. Acho que fiz bem.”

Caio F. Abreu
“Mas não vou ceder. Foi a ultima paixão. Paixão é o que dá sentido à vida. E foi a última. Tenho certeza absoluta disso. Agora me tornarei uma pessoa daquelas que se cuidam para não se envolver. Já tenho um passado, tenho tanta história. Meu coração está ardido de meias-solas. Sei um pouco das coisas? Acho que sim. Tive tanta taquicardia hoje. Estou por aí, agora. Penso nele, sim, penso nele. Mas não vou ceder. Certo, certo: ninguém tem obrigação de satisfazer ao teu desejo, pela simples razão de que você supõe que teu desejo seja absoluto. Foda- se seu desejo, ora. Me dói não ter podido mostrar minha face. Me dói ter passado tanto tempo atento a ele — quando ele nunca ficou atento a mim. E eu passei tanta coisa dura. Rita Lee canta “são coisas da vida...”
Caio F. Abreu
"Doía. Continua doendo. Ainda não acabou. Passa, passará."

Caio F. Abreu

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Voar faz bem.
E se o mesmo céu ilumina a todos, um dia as asas poderão descansar na mesma nuvem.
Mas não agora.

Agora é hora de voar!"

(Jaya)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um dia, uma amiga me falou que eu era forte, pois era capaz de perdoar o imperdoável. Concordei.
Eu, realmente, era forte, muito forte, forte de verdade.
Mas agora terei que ser fraca, muito fraca, fraca de verdade. A vida tá pedindo assim.
Tentarei.
E eu, que sempre fui boa demais, terei que aprender a ser pior ainda. 
Como? Não faço a mínima ideia. Mas da mesma maneira que a gente aprende a amar, aprende a não sentir. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Para um destruidor de sonhos qualquer.

De poucas certezas que tive na vida, você foi uma delas. Te ver, e sentir que eu estava diante da pessoa com a qual eu gostaria de passar o resto dos dias ao lado era um sentimento que me fazia feliz como poucas vezes eu tinha experimentado. E o mais engraçado é ter essa certeza mesmo diante de tantas incertezas. E a mais certa das incertezas era "Você" pra "Mim", já que "Eu" pra "Você", já existia. Tive tanta certeza que a sua incerteza pouco me importou, enfrentei meus medos e fui, fui em busca de "Nós". Estive disposta a tudo para ficarmos juntos, crendo que apenas o meu esforço seria suficiente. Bobagem a minha. Ainda não tinha ouvido aquela velha frase: "Quando um não quer, dois não fazem". E você não queria. Ou até queria, mas, menos. Bem menos. E eu não consegui enxergar isso a tempo, pois já te gostava, e esse sentimento, quando grande, nos deixa cegos e surdos, agora eu sei. Porém, continuei. E, mais uma vez, foi em vão. Você continuou não querendo chegar no "Nós". E eu fraquejei, fingi não nos querer mais, endureci como uma pluma, e tentei como fuga outros caras e caretas. Sem sentido. Continuava te gostando, com os olhos molhados. Mas, como menina teimosa, mesmo depois de todos os tropeços e tapas na cara que você e a realidade me deram, estava eu, nem lá nem cá, no mesmo lugar, te esperando. Doce ilusão. Poderia até te ter, por algumas horas, mas depois teria que dividi-lo com as outras, os outros, a sua vida, a sua escolha. E isso não estava nos meus planos. Talvez estivesse mais do que na hora da minha escolha ser feita. Mas agora, nessa escolha, eu teria que ser posta em primeiro plano, o "Nós" seria uma consequência, a qual se chegaria, ou não. E a hora dessa escolha está perto de ser feita. Não serei hipócrita em dizer que a minha certeza foi inteira por tristeza abaixo, não. Como boa mulher que sou, guardo, a 7 chaves, bem escondido, aquele fio, quase partido ao meio, de, não sei se esperança, certeza, ou se ilusão, mas algo que ainda me faz "Nos" ver. Pode parecer tolice, mas é isso que sinto. O meu gostar não diminuiu, e não fico triste por isso, ele só não aprendeu a ser mais ameno comigo. Posso ter agido errado algumas vezes, mas sei que foi o medo de perder que me levou a isso. Espero ter aprendido a reconhecer um "Não" de todas as formas que ele possa surgir. E também preciso aprender a dizer esse mesmo "Não" sem enfeites, e obrigada, pois você me mostrou o caminho para isso. Aprendi muito nesse tempo, e tentei ensinar, mas não creio que obtive muito sucesso. O tempo foi curto. Mas o tempo não acabou, temos muito tempo. Os dias estão aí para pensar, ver, rever, fazer e seguir. Faça-mos. E se o tempo for capaz de ver além, nos trará de volta, de mãos dadas, que nunca deveriam ter sido desfeitas. 
Essas palavras bobas surgiram como uma maneira de colocar pra fora o que, hoje, não me dá sossego. Desculpe se isso não faz o menor sentido pra você, ou se tanto faz, mas fiz, e faria novamente. Nunca me importei em ser completamente compreendida por outros, talvez essa tenha sido a primeira vez. Porém, o pouco que te faça sentido nessas linhas e entrelinhas, me contenta. Então, faça um esforço.
Esse texto ainda não acabou, ainda vamos nos ver e encerrá-lo. Escrever a moral da história.
É isso. Boa noite e bons sonhos.
beijos